Volks Extreme Performance

Parati EDP

Fotos da Parati EDP

Apresentada ao público no Salão do Automóvel de São Paulo de 1997, a Parati EDP (Engineering Design Prototype) consumiu US$ 800 mil. Desenvolvida pelo departamento de estilo da Volkswagen do Brasil, recebeu vários componentes de fibra de carbono, entre outras modificações, além de possuir cerca de 200 cv de potência e 1000 watts de potência de som.

O desenvolvimento

Em janeiro de 1996, quando foram determinados os processos básicos da transformação do carro, reuniões com fornecedores e com o outros departamentos da própria VW, como a engenharia de motores, "as coisas começaram a acontecer", ou seja, a EDP entrou em produção, recebendo desde aquele momento o mesmo tratamento que sofre um novo automóvel. Desenhos e estudos correndo de mão em mão, fornecedores desenvolvendo novos materiais e produtos. A idéia era criar uma statio wagon esportiva, que lembrasse também os carros do DTM (Campeonato Alemão de Turismo).

Na frente, pára-choque, faróis e grades originais deram lugar a um novo grupo de componentes, totalmente novos. De original restou somente o capô com a "bolha" para abrigar o motor 16V. No lugar da grade, uma peça única abriga os quatro faróis redondos, os piscas e um grande logotipo da Volkswagen. Os pára-choques se tornaram lisos e integrados a carroceria, com uma enorme entrada de ar inferior e aletas laterais para arrefecer os discos de freio dianteiros. As laterais, que não sofreram recortes, foram recobertos por apliques, confeccionados em fibra de carbono, envolvendo os pára-lamas e as soleiras laterais, que se juntam com a dianteira e traseira do veículo, deixando o estilo mais harmonioso e, principalmente, esportivo. A idéia foi mudar a "linha de cintura" e abaular os pára-lamas, afim de abrigar rodas e pneus mais largos.

Na traseira, defletores aerodinâmicos na tampa do porta-malas e pára-choque incorporado, que conta inclusive com abertura para a saída do escapamento; a ponteira do escapamento também foi redesenhada, ficando com forma retangular.

Todas essas modificações foram exaustivamente feitas e refeitas em "clay" (massa de modelagem especial para este tipo de trabalho) até se chegar ao resultado final. Fora isso, as alterações são funcionais, ou seja, as tomadas de ar servem realmente para arrefecer motor e freios, bom como os apêndices aerdinâmicos tem atuação prática.

Mecânica especial

Partindo de um cabeçote alemão de 16 válvulas (o mesmo usado nos Audi), este motor 2.0 gera 200 cv de potência máxima. Para isso, a equipe de engenharia de motores retrabalhou as câmaras de combustão, alterou as curvas de avanço de ignição e a linha de combustível, bem como o sistema de escapamento (que perdeu o catalisador e passou a ter 60 mm de diâmetro). Para finalizar, a VW trouxe dois comandos de válvulas (um para admissão e outro para escape) da marca norte-americana Crane, desenvolvidos especialmente para competições. Dos originais 142 cv (potência do Gol GTI 16V) a potência máxima saltou para 200 cv, que são capazes de levar esta exclusiva Parati a 230 Km/h, contra 204 Km/h do Gol GTI 16V.

A dirigibilidade, comportamento e desempenho são dignos de um carro de competição. Acelerando, a sensação de corpo colado no banco, junto ao ronco groso do motor "acordado", revelam míseros 7,4 segundos de 0 a 100 Km/h.

As rodas BBS 17X7 deram muito trabalho à equipe responsável pelas suspensões, já que pelo desenho original, o off-set teria de ser mantido, ou seja, as rodas não poderiam sair para fora dos pára-lamas. A solução foi desenvolver novos cubos de rodas, bem como discos de freio e pinças, recuando todo o conjunto para o interior da carroceria, para que os pneus (215/40) não raspassem dentro das caixas de rodas. Discos ventilados com sistema de ABS garatem freadas seguras em qualquer situação.

Interior esportivo

Como a concepção deste projeto prevê o máximo apelo esportivo, a Parati EDP conta apenas com dois bancos dianteiros. Na traseira, espaço para bagagem e som. No assoalho, recoberto por chapa de alumínio, estão instalados módulos de som da marca Clarion, totalizando 1000 watts de potência, que alimentam dois subwoofers, quatro tweeters, dois woofers e oito mid- rangers, além de um CD Changer com capacidade de 18 discos.

Os bancos, com acionamento elétrico, são da marca Recaro, modelo Style, desenvolvidos para alta performance e, como consequência, nada confortáveis. O volante, marca Momo, é de ótima empunhadura e excelente pegada, como nos verdadeiros modelos de competição, enquanto as pedaleiras são anti-deslizantes, feitas também em alumínio. A curiosidade é que todo revestimento do painel de instrumento foi pintado com tinta soft-touch, dando uma textura diferente ao material, com visual agradável.

Se fosse comercializada, essa Parati custaria nada mais nada menos que US$ 80 mil.

No Salão do Automóvel de 1998, a Volkswagen apresentou a Parati EDP II, mas sem o mesmo apelo esportivo. A proposta era a de um sport-utility baseado na Parati.


   
 

 

Volks Extreme Performance - 1999/2015

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