Volks Extreme Performance

Gol e Parati 1.0 16V Turbo

Motor 1.0 com a mesma potência dos cobiçados 2.0. Um sonho que os engenheiros da VW transformaram em realidade. Para isso, os técnicos adaptaram um turbocompressor ao bom e moderno motor 1.0 16V. O resultado foram 112 cavalos de potência máxima a 5500 rpm e 15,8 kgfm a 2000 rpm de torque, valores semelhantes àqueles desenvolvidos pelo AP 2000 de oito válvulas.

Todo o know-how que a marca possui sobre motores turbinados foi emprestado da Audi, há décadas trabalhando no acerto de motores turboalimentados. Basta olhar o 1.8 turbo de cinco válvulas que está sendo utilizado pelo Golf e oriundo diretamente da linha Audi A3 e A4.

Equipado com uma turbina da Allied Signal/Garret, modelo GT12, funcionando com pressão em torno de 1,0 bar, e intercooler, o novo motor Volkswagen é também o menor em automóvel nacional a adotar comando de válvulas variável. Aplicado apenas às válvulas de admissão, faz o eixo-comando avançar 26 graus em relação ao virabrequim, para adequar-se ao regime de giros utilizado no momento, mais alto ou mais baixo.

O motor adota ignição direta, sem distribuidor, e um segundo sensor de detonação. Os pistões são refrigerados por jato de óleo e há um radiador para o lubrificante; as válvulas de escapamento são refrigeradas com sódio. A central eletrônica passa a ser a moderna Bosch Motronic M3.8.3, que controla a válvula de alívio e, assim, a pressão máxima do turbo, permitindo aos mais entusiasmados ampliá-la sem dificuldade. A compressão foi reduzida de 10,8:1 para 8,5:1, para que um torque razoável estivesse disponível nas baixas rotações, onde o turbo ainda não está em ação. Essa redução foi possível através de um trabalho feito nas cabeças dos pistões, que passaram a ser forjados em liga de alumínio ao invés de serem fundidos, dessa forma os novos pistões suportam com mais segurança as altas temperaturas geradas pelo motor.

Há ainda um sensor de temperatura no escapamento. Quando a temperatura dos gases de escape começa a atingir marcas perigosas para a vida útil do motor, o sensor informa à central eletrônica que, imediatamente, vai atuando na válvula de alívio, reduzindo a pressão do turbo. Esse sensor atua em conjunto com o sensor de detonação, que ao detectar o início de "batida de pino", além de retardar o ponto de ignição, reduz a pressão do turbo também.

Motor 1.0 16V Turbo

 

Sistemas de refrigeração, escapamento e o catalisador foram reformulados, embreagem e engrenagens de câmbio são mais fortes e, em relação ao 1.000 16V, quarta e quinta marchas receberam relação mais longa. Semi-eixos, direção, suspensão e freios têm as mesmas dimensões e regulagens do Gol dois-litros. Há estabilizador na frente e os freios dianteiros usam discos ventilados, permanecendo os traseiros a tambor.

Externamente Gol e Parati Turbo receberam uma máscara preta em torno dos refletores, que são duplos. Pára-brisa degradê, faróis de neblina e rodas de alumínio de 14 polegadas, com pneus 185/60 e desenho exclusivo, são de série, assim como o spoiler traseiro para o Gol e ponteira de escapamento ovalada. Nos pára-lamas e na traseira aparece a designação Turbo e, no interior, o painel combina cinza e preto.

Segundo dados da própria Volkswagen, o Gol acelera de 0 a 100 Km/h em apenas 9,5s e atinge 192 Km/h de velocidade máxima, enquanto que a Parati acelera em 9,8 e atinge 191 km/h.


   
 

 

Volks Extreme Performance - 1999/2015

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