Volks Extreme Performance

Câmbio Fácil

Quem dirige qualquer carro VW sabe que, para engatar a marcha-ré, é preciso apertar a alavanca para baixo. É assim desde o primeiro protótipo do Fusca, nos anos 30.

Isso acontece devido a uma trava existente no trambulador, para evitar que se engate a marcha-ré com o carro andando para frente.

Nos carros VW equipados com câmbio de cinco marchas, existe uma outra trava, no câmbio, com a mesma função. Se for removida a trava do trambulador (localizada perto da alavanca), o motorista ganha em conforto, pois fica muito mais fácil engatar a ré, e continua contando com a segurança proporcionada pela trava interna do câmbio, sem risco de engatar a marcha-ré por engano.

A trava de ré existe em todos os carros com caixa de câmbio manual, para evitar o engate involuntário dessa marcha. Tentar engatar a ré com o carro em movimento para a frente pode danificar as engrenagens envolvidas (geralmente três). Mas, ao contrário do que se pensa, a marcha-ré não consegue ser engatada com o veículo trafegando acima de 10 km/h.

Há vários tipos de trava de ré. A mais comum é justamente o tipo adotado pela VW: apertando-se a alavanca para baixo, o mecanismo de trava é liberado e a alavanca pode ser deslocada lateralmente para o "canal" da marcha-ré. Em seguida, a alavanca pode ser empurrada ou puxada, conforme o caso, obtendo-se o engrenamento definitivo.

Exagero alemão

No lugar do tradicional sistema com apenas uma trava no câmbio, os engenheiros da Volkswagen alemã usaram nos câmbios de cinco marchas (usado no Brasil desde 84) os dois tipos de bloqueio, interno e externo, quando um único sistema que previna o engate involuntário da ré é suficiente. Tanto é assim que os automóveis produzidos no Brasil e no mundo com câmbios de cinco marchas só tem uma trava, interna ou externa.

Acreditamos que a duplicidade de trava seja apenas um exagero. Mas isso faz com que um grupo de pessoas sofra todos os dias ao dirigir seus VW com câmbio de cinco marchas: os de pequena estatura. Como precisam ajustar o banco muito para a frente, o peso (e a força) do braço são insuficientes para apertar a alavanca para baixo, tornando a operação de engatar a ré, que deveria ser simples, numa manobra complicada.

Agora você vai saber como corrigir essa "falha", tornando a ré tão fácil de engatar quanto outra marcha qualquer. Esse serviço pode ser feito em todos os modelos Gol, Voyage, Saveiro, Parati, Santana, Quantum e Passat com câmbio de cinco marchas.

Retirando a trava

  1. Nos carros com console, retire-o, o que não é difícil.

  2. Com o console removido (nem é preciso retirá-lo completamente, bastando apenas afastá-lo um pouco da base - "torre" - da alavanca), remova os dois parafusos que são visíveis pela esquerda da base da alavanca (chave de boca ou estrela de 10 mm), segurando ao mesmo tempo o batente-trava com os dedos da outra mão, por dentro da base.

  3. Retire os parafusos e o batente-trava do interior da base.

  4. Reinstale o console. Está pronto o serviço.

A partir de agora só será preciso levar a alavanca para a extremidade direita e puxá-la imediatamente para trás. Não é mais preciso empurrar a alavanca para baixo. Para sentir a atuação da trava existente no interior do câmbio (na haste seletora), com o carro parado, engate a quinta marcha e tente passar a ré diretamente: a alavanca não chegará à ré.

Fonte: Revista Oficina Mecânica - Edição Especial "Só Gol"


   
 

 

Volks Extreme Performance - 1999/2015

Este site é mantido por entusiastas da marca VW, não possuindo
vínculo com a Volkswagen do Brasil e Volkswagen AG.